O CRITÉRIO ORGANÍSMICO COMO TECNOLOGIA DA VIDA QUE CONSENTE A FORMAÇÃO DA CONVICÇÃO DO MAGISTRADO EM PROCESSOS CRIMINAIS: ESTUDOS PRELIMINARES

Autores

  • Daniela Sudbrack Gaspar Raiser AMF
  • Fernanda Goulart Martins Antonio Meneghetti Faculdade

Palavras-chave:

critério organísmico, tecnologia, princípio da verdade real, livre convencimento motivado do juiz

Resumo

Os operadores do Direito, no dia a dia forense, têm se submetido a um sistema progressivamente mais mecanicista, atentando aos princípios e normas trazidas pelas leis penais e processuais penais que limitam a atuação do julgador. Dentre esses princípios, a verdade real tem sido relativizada sob o argumento de se evitar um sistema inquisitorial na ação penal, e o princípio do livre convencimento motivado impõe ao juiz, por ocasião do julgamento, sopesar as provas técnicas trazidas da investigação policial e as provas testemunhais produzidas em Juízo. Visando reverter uma visão mecanicista de exercício da jurisdição, foi realizada uma revisão narrativa que propõe o estudo de percepção do critério organísmico, colocando-a no contexto da formação da convicção do magistrado na seara criminal. Para isso, fez-se necessário considerar os princípios processuais penais da verdade real e do livre convencimento motivado do juiz, buscando analisar a compatibilidade e pertinência do uso daquele critério para salvaguardar, não só a integridade do juiz, mas também a lei e a sociedade.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Fernanda Goulart Martins, Antonio Meneghetti Faculdade

Doutora em Psicologia Social e Institucional na UFRGS,
Mestre em Psicologia pela UFSM (2013), Especialista em Psicologia Social
(formação generalista) pela Universidade Estatal de São Petersburgo
(RU),Especialista em Gestão do Conhecimento e o Paradigma Ontopsicológico
(AMF), Especialista em Gestão Estratégica de Pessoas (FGV, 2009) e graduada em
Psicologia pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (2005). É pesquisadora no
Grupo de Pesquisa Intervenção em Ontopsicologia e membro do corpo docente
na AMF, e desenvolve atividades clínicas em consultório particular. Direciona seu
interesse de estudo na interseção entre a prática clínica, a pesquisa e a arte, para
pensar a ampliação do campo de possibilidades de produção de saúde.

Arquivos adicionais

Publicado

2025-01-27