Processo transformador dos pais educadores: relato de experiências
Resumo
Os ambientes de educação são considerados pelo Projeto Casinha Amarela, quaisquer experiências de vida, o dia a dia, as relações e interações. Desde o contexto casa-família, até onde as interações possam acontecer, sejam internas, pessoais, sociais, planetárias, no eterno agora. Compreendemos a criança como um ser “essência” e um ser “holístico”, que manifesta este todo que interagimos. Nas vivências realizadas na Casinha Amarela, os pais perceberam a necessidade da desaprendizagem, um processo de transformação pessoal, complexo, que propõe reconsiderar o ponto de vista de toda uma criação e educação dedicadas a viver, pensar e agir de forma correspondente ao padrão estabelecido pelos sistemas social, cultural e genético, e se dedica ao (re)conhecer-se a partir do convívio com seus filhos. Algo entre toda essa vivência profunda, às vezes chocante, os mantém unidos neste momento tão delicado: as crianças e sua alegria de viver o total desprendimento e desapego. Da mesma forma, algo se transformava nesses pais: uma soltura, uma leveza passava a se constituir e, mesmo sem a certeza do que poderia acontecer, mesmo sem querer tapar os buracos criados pela ideia de falsa de segurança que a cultura pode manter, o apoio surgia no grupo. Uma arte de educar foi se construindo, baseada em outras pautas, florescidas a partir de estudos, mas principalmente, das experiências e das ricas e verdadeiras trocas, da confiança depositada e da liberdade para manifestar as imperfeições. Assim, um percurso foi iniciado, sem nenhuma pretensão de ser um novo modelo ou uma imposição, mas uma abertura para criação incessante de caminhos e conexões. Este artigo vem trazendo um pouco desses caminhos, que se transmutam a todo o momento, como a própria vida, em seus ciclos de transformações.
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