Direito penal e gamificação

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Resumo

A atividade proposta adota o formato de game ou jogo em competição como forma de aprendizagem ativa. O conteúdo compreende duas leis criminais, cujo estudo é protagonizado pelos estudantes, já que toda a dinâmica da atividade é desenvolvida por ações das equipes em que se dividem os alunos. A função do professor é subsidiária, amparando em caso de dúvidas ou divergências, já que tanto as explanações teóricas, a formulação dos problemas e das soluções são elaboradas pelos estudantes. O jogo é organizado em três rodadas de explicações, perguntas e respostas, existindo entre cada fase algumas outras atividades, as quais envolvem algum esforço físico ou disponibilidade para “prendas”. Nessas rodadas extras entre as perguntas, deixa-se claro que os grupos não são obrigados a realizar quaisquer das atividades, mas aqueles que fizerem terão pontuação extra anotada. Ao final o grupo vencedor recebe uma premiação, usualmente livros ou alguma espécie de confraternização. Os resultados dessa prática ao longo dos últimos dois anos são bastante positivos, pois há um empenho da grande maioria em “vencer” a atividade, mas em uma competição permeada pela diversão no processo de aprendizagem, já que as rodadas extras costumam descontrair mesmo os mais tímidos. Por fim, constata-se um alto grau de acerto nas questões formuladas posteriormente em avaliações formais sobre essa parte da disciplina.

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Biografia do Autor

Felipe da Veiga Dias, IMED

Pós-doutorando em Ciências Criminais pela PUC-RS. Doutor em Direito pela Universidade de Santa Cruz do Sul, com período sanduíche naUniversidade de Sevilla. Mestre em Direito pela Universidade de Santa Cruz do Sul. Pós- graduado em Direitos Fundamentais e Constitucionalização do Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Professor da Faculdade Meridional (IMED).

Tássia Aparecida Gervasoni, IMED

Doutora em Direito pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos, com período sanduíche na Universidad de Sevilla (Espanha). Mestre e Graduada em Direito pela Universidade de Santa Cruz do Sul. Professora de Direito Constitucional e Teoria do Estado na Faculdade Meridional - IMED. Pesquisadora do Grupo de Pesquisa Estado e Constituição, vinculado ao CNPq.

Referências

BUSARELLO, Raul Inácio; ULBRICHT, Vania Ribas; FADEL, Luciane Maria. A gamificação e a sistemática de jogo: conceitos sobre a gamificação como recurso motivacional. In: FADEL, Luciane Maria; ULBRICHT, Vania Ribas; BATISTA, Claudia Regina; VANZIN, Tarcísio (Org.). Gamificação na educação. São Paulo: Pimenta Cultural, 2014.

SILVA, Andreza Regina Lopes da; SARTORI, Viviane; CATAPAN, Araci Hack. Gamificação: uma proposta de engajamento na educação corporativa. In: FADEL, Luciane Maria; ULBRICHT, Vania Ribas; BATISTA, Claudia Regina; VANZIN, Tarcísio (Org.). Gamificação na educação. São Paulo: Pimenta Cultural, 2014.

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Publicado

2018-12-01