Sala Sensorial: uma metodologia inovativa para o ensino-aprendizagem.
Resumo
Desde a infância, desenvolvemos os cinco sentidos: tato, paladar, olfato, audição e a visão. Normalmente, estamos condicionados a ter a percepção de mais de um sentido ao mesmo tempo. Todavia, para alguns indivíduos isso pode ser mais difícil. Assim, quando um sujeito enfrenta limitações em processar os estímulos sensoriais isso pode ser definido como Transtorno do Processamento Sensorial. Convivendo com aluna diagnosticada com Autismo Nível 3 de suporte e vivenciando a dificuldade da mesma em estabelecer uma rotina em uma escola regular, onde a correria, gritos, risadas e barulhos deixa-a agitada e agressiva ( agredindo monitora, professora, colegas e a si mesma) despertou a angústia, a motivação e a necessidade de ter na escola um espaço específico que possibilite um atendimento adequado para alunos especiais. Sendo assim, surgiu a ideia de ter na escola uma sala sensorial, também denominadas salas de descompressão ou desaceleração, nas quais estudantes autistas e neuroatípicos podem aliviar a sobrecarga sensorial, evitando crises emocionais e comportamentos agressivos. As salas sensoriais estão se tornando uma ferramenta essencial no ambiente educacional, principalmente em escolas públicas. Estas salas são projetadas para oferecer um espaço seguro e estimulante onde os alunos podem explorar diferentes estímulos sensoriais, ajudando no desenvolvimento cognitivo, motor, emocional e social, pois as salas sensoriais ajudam a melhorar a concentração, a memória e a resolução de problemas, oferecendo atividades que desafiam o cérebro de maneiras novas e criativas, bem como, proporcionam um ambiente calmo e seguro, além disso, possibilitam a interação com outros alunos, promovendo habilidades sociais e de comunicação.